TDT subsidiada para população carenciada
É para toda a gente e chegará a toda a gente, promete a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) sobre a introdução da televisão digital terrestre (TDT), marcada para o dia 26 de Abril de 2012. "Os grupos de população mais carenciados podem beneficiar de programas de subsidiação da setup box [descodificador]", avançou ontem Eduardo Cardadeiro, administrador da Anacom. Cabe ao operador, a PT Comunicações, garantir que isto acon-teça, de acordo com o contrato de prestação de TDT, "assegurando que os cidadãos não serão privados de canais de televisão", precisou o presidente da insti- tuição, José Amado da Silva. Os moldes em que funcionará es- sa subsidiação não foram ainda anunciados pela empresa. O "apagão" propriamente dito acontecerá em três fases distintas: até Janeiro de 2012 deverá estar concluído na faixa litoral cobrindo 70% da população; a segunda diz respeito às regiões autónomas da Madeira e dos Açores (5% da população); finalmente, até Abril, ficará coberto o restante território continental (cerca de 25% da população). De acordo com os últimos dados da Anacom, a rede está disponível em 80% do território nacional e "em Janeiro de 2011 começará a ser testada nalgumas zonas- -piloto". Dos quatro milhões de lares portugueses com televisão, a Anacom calcula que 2,4 milhões serão subscritores de televisão paga (e não serão afectados pela introdução da TDT). Para outro milhão e meio de lares será necessário mudar de televisor (com tecnologia MPEG-4) ou, em alternativa, adquirir o descodificador. Noutros casos ainda, será necessário substituir ou redireccionar a antena receptora do sinal de televisão. Dos planos de lançamento da TDT fazia parte um quinto canal de televisão generalista (adiado) e a utilização de um outro canal em alta definição (HD), que ficou pendente porque os operadores não chegaram a acordo. Entretanto, a Anacom não comenta o que acontecerá com a licença do espectro radioeléctrico que tinha sido adjudicada à PT e que esta decidiu revogar em Janeiro, alegando alteração das circunstâncias no mercado. A Autoridade das Comunicações aceitou devolver a caução de 2,5 milhões de euros paga pela empresa. Uma decisão chumbada pela ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) e cuja solução não está ainda encontrada. Fonte:http://dn.sapo.pt
