Autarcas de Oliveira do Hospital descontentes com TDT
Todo o executivo camarário de Oliveira do Hospital critica o “apagão” já em janeiro do próximo ano da televisão analógica.
Em causa o novo sistema da Televisão Digital Terrestre (TDT) que terá várias zonas de sombra, deixando muitos telespetadores sem poder ver os canais generalistas RTP, SIC e TVI, caso não comprem um descodificador especial.
A freguesia de Alvoco das Várzeas vai ser uma das afetadas, uma vez que o sinal que vão receber será fraco ou nulo. O presidente da junta local foi ontem à reunião pública do executivo camarário pedir ajuda para este problema.
“Muitas pessoas ainda não se aperceberam da gravidade desta situação e isso só irá acontecer no dia 1 de janeiro quando o sistema analógico for apagado”, frisou Agostinho Marques.
O autarca revela que está em curso um abaixo-assinado e pensam mesmo “mover uma providência cautelar contra a não utilização do retransmissor de Alvoco das Várzeas”.
Lembrou que desde os anos 1990 que existe um retransmissor analógico de televisão que serve a freguesia e bastava que fosse colocado um novo equipamento para poder transmitir o sinal de TDT.
O presidente da câmara mostrou estar ao lado das reivindicações da população de Alvoco e de outras do concelho que possam vir a ser afetadas.
José Carlos Alexandrino (PS) afirmou que “mais uma vez descriminam-se os portugueses”.
Recordou que desde que há televisão, “mesmo antes do 25 de abril isto nunca aconteceu” e que já enviou uma carta ao ministro da tutela a expor a situação.
Na missiva sublinha que o município não poderá “compactuar nunca com uma situação que discrime alguns dos seus munícipes” excluindo-os da TDT, “obrigando-os a pagar um preço mais elevado que os destinados aos residentes em zonas de boa cobertura”.
Tendo pedido também que esclarecessem a autarquia sobre o sinal de cobertura no concelho, mas, até agora, “não obtive resposta”.
O vice-presidente da edilidade considera que a Portugal Telecom (PT), responsável pela distribuição do sinal de TDT, está a “transformar um serviço público numa oportunidade de negócio, explorando as populações, particularmente as do interior”.
No entender de Francisco Rolo a PT tem que “ser obrigada a ter responsabilidade social”, sustentando que esta é uma “situação vergonhosa, envergonha o serviço público” e a Associação Nacional de Municípios “deve tomar uma posição firme sobre esta matéria”.
O vereador do PSD, Mário Alves disse que devia ser feito um estudo, “para se possível o município poder instalar uma antena que possa servir as famílias com maiores dificuldades”.
Já o vereador independente, Paulo Rocha criticou o facto de “termos que pagar duas vezes no caso da RTP, porque o canal já é financiado pelo Estado e agora vamos ter voltar a pagar e isso é inadmissível”.
fonte:http://www.asbeiras.pt/
